<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Paulo Morais's RSS feed</title><link>http://pontoporponto.org.br/paulodemorais</link><description>Paulo Morais's content published at Ponto por Ponto</description><language>pt_BR</language><item><title>Projeto Mem&#243;rias Arquitet&#244;nicas de Tr&#234;s Cora&#231;&#245;es quer sensibilizar comunidade</title><description>Se a cidade preservar sua arquitetura hist&#243;rica, estar&#225; ficando presa ao passado? &#201; poss&#237;vel chegar ao desenvolvimento sem perder de vista a identidade arquitet&#244;nica? O novo e o velho podem coexistir? Perguntas como esta embalaram a discuss&#227;o que resultou no projeto Mem&#243;rias Arquitet&#244;nicas de Tr&#234;s Cora&#231;&#245;es, aprovado no edital 2009 da Lei Estadual de Incentivo &#224; Cultura e que, agora, est&#225; em fase de capta&#231;&#227;o de recursos. O v&#237;deo abaixo foi realizado para sensibilizar a comunidade e o empresariado local sobre a import&#226;ncia do projeto.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="300" width="400"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=9993211&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1"&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=9993211&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" height="300" width="400"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muita gente ainda n&#227;o consegue perceber a import&#226;ncia da preserva&#231;&#227;o da arquitetura. N&#227;o por acaso v&#225;rios casar&#245;es antigos est&#227;o sendo derrubados no centro da cidade ou ficam escondidos atr&#225;s dos outdoors de lojas de quinquilharias e eletrodom&#233;sticos. Embora Tr&#234;s Cora&#231;&#245;es tenha uma rica arquitetura hist&#243;rica, pouco &#233; feito para preserv&#225;-la. No caso dos bens p&#250;blicos, como os im&#243;veis da Rede Ferrovi&#225;ria, a Ponte dos Boiadeiros e a Col&#244;nia Santa F&#233;, o completo abandono &#233; a principal amea&#231;a &#224; preserva&#231;&#227;o.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O projeto prev&#234; a realiza&#231;&#227;o de uma ampla pesquisa documental e de hist&#243;ria oral sobre a arquitetura local, envolvendo casar&#245;es e edif&#237;cios p&#250;blicos. Ser&#225; redigido um livro ilustrado que retrate a riqueza do patrim&#244;nio hist&#243;rico tricordiano, mesclando o que ainda existe com o que j&#225; foi derrubado.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1241365537967462714-4765359181272862845?l=www.viraminas.org.br" height="1" alt="" width="1" /&gt;&lt;/div&gt;</description><pubDate>Tue, 09 Mar 2010 04:04:16 -0300</pubDate><link>http://pontoporponto.org.br/paulodemorais/blog/projeto-memorias-arquitetonicas-de-tres-coracoes-quer-sensibilizar-comunidade</link><guid>http://pontoporponto.org.br/paulodemorais/blog/projeto-memorias-arquitetonicas-de-tres-coracoes-quer-sensibilizar-comunidade</guid></item><item><title>Teia Regional mobiliza os Pontos mineiros; Sensa&#231;&#227;o geral &#233; de dever cumprido</title><description>Terminou agora h&#225; pouco o 3&#186; F&#243;rum Regional dos Pontos de Cultura, a Teia-MG, que reuniu 72 Pontos do estado para, dentre outras coisas, discutir propostas a serem levados no f&#243;rum nacional, que acontece no fim de mar&#231;o, em Fortaleza (CE). A sensa&#231;&#227;o final de todos os participantes foi de supera&#231;&#227;o de alguns problemas que envolvem o programa Cultura Viva, do MinC. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Primeiramente, uma quest&#227;o que vinha incomodando bastante a Viraminas: o atraso no processo de conveniamento dos Pontos rec&#233;m-aprovados no edital 2009. Ontem, este tema foi recorrente nas mesas de discuss&#227;o que se formaram. Pela manh&#227;, os pontos participantes do evento foram agrupados pelas regi&#245;es do Estado. O Sul de Minas estavam com apenas tr&#234;s cidades representadas: Tr&#234;s Cora&#231;&#245;es, Cristina e Liberdade. A discuss&#227;o acabou um pouco esvaziada, mas foi uma boa oportunidade para conhecer melhor o que acontece por aqui. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Ponto de Cultura Artes para Todos, de Cristina, trabalha com artesanato e gera&#231;&#227;o de renda para a comunidade. Dentre as atividades do grupo, est&#227;o oficinas de capacita&#231;&#227;o para radiodifus&#227;o. O detalhe &#233; que o Ponto comprou equipamentos mas, pela falta de concess&#227;o, n&#227;o pode transmitir uma programa&#231;&#227;o. Ou seja, ensina-se para depois n&#227;o praticar. Culpa da legisla&#231;&#227;o das comunica&#231;&#245;es no Brasil, que emperram os trabalhos comunit&#225;rios em prol dos poderosos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Ponto de Cultura e Sustentabilidade, de Liberdade, envolve trabalhos na zona rural da cidade. O projeto nasceu de um grupo de amigos que fundou uma eco-vila e vai trabalhar a&#231;&#245;es voltadas para a economia solid&#225;ria. Est&#225; no grupo dos pontos que aguardam a assinatura do conv&#234;nio. Estes dois projetos se juntaram ao Museu da Oralidade, o nosso ponto, para debater os assuntos do F&#243;rum.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&#192; tarde, os grupos foram divididos por proposta tem&#225;tica. O Museu da Oralidade se uniu ao pessoal dos pontos de cultura de matriz africana, de patrim&#244;nio imaterial e culturas tradicionais. Como havia uma presen&#231;a maci&#231;a de pontos rec&#233;m-aprovados, o tema do atraso no conveniamento acabou sufocando a discuss&#227;o sobre a tem&#225;tica do grupo de trabalho. Por um lado, isso esvaziou o debate, mas, por outro, resultou numa resolu&#231;&#227;o importante: a reda&#231;&#227;o de uma mo&#231;&#227;o pela agiliza&#231;&#227;o das assinaturas dos conv&#234;nios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, foi formada a Comiss&#227;o Estadual dos Pontos de Cultura, com o objetivo de organizar o pr&#243;ximo encontro anual e de articular a rela&#231;&#227;o entre os pontos. Essa quest&#227;o foi amplamente salientada pelos pontos dos editais mais antigos, que ressaltaram a import&#226;ncia de fazer a rede funcionar, o que n&#227;o vem acontecendo. Uma conquista para a rede foi a sele&#231;&#227;o regionalizada dos participantes. Assim, foram definidas 8 regi&#245;es e cada escolheu seu representante e um suplente. O Museu da Oralidade ficou com a vaga do Sul de Minas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ficou registrado o desafio de fazer a comiss&#227;o funcionar, o que n&#227;o &#233; tarefa f&#225;cil. O calor das discuss&#245;es fez muita gente acreditar no potencial da rede. A quest&#227;o &#233; como conseguir manter a pr&#243;-atividade depois que os representantes voltarem para suas comunidades. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A avalia&#231;&#227;o final dos presentes fechou a plen&#225;ria. Houve muitos agradecimentos e muitas felicita&#231;&#245;es pelo sucesso do encontro. A sensa&#231;&#227;o de dever cumprido tomou conta do pessoal. A delega&#231;&#227;o segue para a Teia Nacional visivelmente mobilizada e mais madura para o debate pol&#237;tico em torno do programa Cultura Viva. Ficou como dever de casa para todos a leitura do projeto de lei do Cultura Viva, que, se levado ao Congresso, poder&#225; transformar o programa de governo em uma pol&#237;tica de Estado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;N&#243;s, da Viraminas, voltamos para casa com a sensa&#231;&#227;o de que, agora, o prazo dado pela Secretaria de Estado da Cultura para encerrar o moroso processo de conveniamento (abril de 2010) ser&#225; cumprido. V&#225;rios outros pontos de editais anteriores lembraram que o processo sempre foi em ritmo de tartaruga. Mesmo assim, sa&#237;mos achando que "agora, vai"! Ser&#225; desastroso e profundamente desanimador caso o Governo de Minas nos enrole mais uma vez.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1241365537967462714-3634038131963624245?l=www.viraminas.org.br" height="1" alt="" width="1" /&gt;&lt;/div&gt;</description><pubDate>Mon, 01 Mar 2010 04:03:31 -0300</pubDate><link>http://pontoporponto.org.br/paulodemorais/blog/teia-regional-mobiliza-os-pontos-mineiros-sensacao-geral-e-de-dever-cumprido</link><guid>http://pontoporponto.org.br/paulodemorais/blog/teia-regional-mobiliza-os-pontos-mineiros-sensacao-geral-e-de-dever-cumprido</guid></item><item><title>O que &#233; um Ponto de Cultura</title><description>Seu Victor Cunha tem 82 anos. Tricordiano, m&#250;sico, pesquisador e profundo conhecedor das hist&#243;rias dos Tr&#234;s Cora&#231;&#245;es, ele nos recebeu esta semana para uma conversa para o document&#225;rio-demo do projeto de registro das mem&#243;rias arquitet&#244;nicas da cidade. Em meio &#224;s diversas lembran&#231;as, ele acabou descrevendo, mesmo sem saber, a import&#226;ncia que o Ponto de Cultura (que aguarda a lent&#237;ssima assinatura do conv&#234;nio para sair do papel) representa para a comunidade.&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RA6tLK1srlI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/RA6tLK1srlI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O projeto Mem&#243;rias Arquitet&#244;nicas de Tr&#234;s Cora&#231;&#245;es foi aprovado no &#250;ltimo edital da Lei Estadual de Incentivo &#224; Cultura. O v&#237;deo est&#225; sendo preparado para sensibilizar os empres&#225;rios para reverter o ICMS que pagam para o projeto. Em breve, estar&#225; tamb&#233;m postado neste blog.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1241365537967462714-1244339529046040354?l=www.viraminas.org.br" height="1" alt="" width="1" /&gt;&lt;/div&gt;</description><pubDate>Sun, 31 Jan 2010 04:03:20 -0300</pubDate><link>http://pontoporponto.org.br/paulodemorais/blog/o-que-e-um-ponto-de-cultura</link><guid>http://pontoporponto.org.br/paulodemorais/blog/o-que-e-um-ponto-de-cultura</guid></item><item><title>O porque de um Museu da Oralidade</title><description>Algu&#233;m j&#225; teve a sensa&#231;&#227;o de que a hist&#243;ria que a gente aprende na escola nem parece uma hist&#243;ria propriamente dita? N&#227;o tem um enredo melodioso, n&#227;o tem encantamento, tampouco uma fantasia, uma vibra&#231;&#227;o. Fosse por ela, nosso mundo seria apenas o resultado de uma s&#233;rie de altern&#226;ncias de poder, decididas a portas fechadas em sal&#245;es imperiais e gabinetes de presidentes. Do clero para a nobreza e depois para a burguesia, dos feudos para os estados nacionais, das metr&#243;poles para as col&#244;nias e destas para o Novo Mundo, com suas guerras mundiais, frias ou n&#227;o, sempre pela conquista de territ&#243;rios e mercados consumidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que o mundo que a gente vive &#233; constru&#237;do tamb&#233;m por uma diversidade de an&#244;nimos, pessoas comuns, que em seus cotidianos viveram e transformaram a cultura e consolidaram, aos poucos, as mudan&#231;as de comportamento, de pensamento,&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Cu8GLGlNolo/Syo5zF6H74I/AAAAAAAAAs8/zi-GK3IjChY/s1600-h/image183.jpg"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_Cu8GLGlNolo/Syo5zF6H74I/AAAAAAAAAs8/zi-GK3IjChY/s200/image183.jpg" border="0" alt="" style="cursor: pointer; float: right; height: 134px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt; de ideologias. O que se fez do lado de c&#225; das pir&#226;mides sociais, no entanto, n&#227;o entra nos chamados anais da hist&#243;ria. O universo popular &#233; quase que um corpo estranho aos temas dos livros did&#225;ticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que come&#231;amos a nos embrenhar pelo universo da mem&#243;ria oral, nos deparamos com um outro tipo de hist&#243;ria. Uma hist&#243;ria diferente, que n&#227;o vem expressa em cartas, atas, registros ou livros. Uma hist&#243;ria que n&#227;o se at&#233;m a descob&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Cu8GLGlNolo/Syo5x7fcF1I/AAAAAAAAAsk/12mZakZ8Rpk/s1600-h/expedi%C3%A7%C3%A3o+006+059.JPG"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_Cu8GLGlNolo/Syo5x7fcF1I/AAAAAAAAAsk/12mZakZ8Rpk/s200/expedi%C3%A7%C3%A3o+006+059.JPG" border="0" alt="" style="float: right; height: 134px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;rir quem fundou a igreja, quem escreveu a primeira carta, quem fincou a bandeira ou rezou a primeira missa. Que n&#227;o quer descobrir a origem de tal lugar para distribuir t&#237;tulos de pioneiros a fulano ou sicrano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa outra hist&#243;ria est&#225; nas esquinas, nos bairros, nas ro&#231;as, na rua, em todo lugar. Pode n&#227;o estar concretizada em relatos escritos, mas aparece na fala de um artes&#227;o, um carapi&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Cu8GLGlNolo/Syo5yj9LeKI/AAAAAAAAAs0/KQbKj-p0RDk/s1600-h/dsc07759.jpg"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_Cu8GLGlNolo/Syo5yj9LeKI/AAAAAAAAAs0/KQbKj-p0RDk/s200/dsc07759.jpg" border="0" alt="" style="cursor: pointer; float: right; height: 134px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;na, uma dona de casa ou um puxador de folia de reis. Cada um deles carrega um conhecimento herdado gera&#231;&#227;o ap&#243;s gera&#231;&#227;o. Cada um recriou, conforme sua individualidade, a bagagem cultural que recebeu dos antepassados. Mas, mesmo assim, mant&#233;m h&#225;bitos, formas de pensar, agir e falar, que remontam a nossa ancestralidade. S&#227;o testemunhos vivos de um hist&#243;ria pr&#243;xima, que explica muito do que vivenciamos hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Cu8GLGlNolo/Syo5yVcuDDI/AAAAAAAAAss/GAta-mHVMVM/s1600-h/expedicao+004+063.JPG"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_Cu8GLGlNolo/Syo5yVcuDDI/AAAAAAAAAss/GAta-mHVMVM/s200/expedicao+004+063.JPG" border="0" alt="" style="cursor: pointer; float: right; height: 200px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 134px;" /&gt;&lt;/a&gt;Quando investigamos essa outra hist&#243;ria, n&#227;o ficamos presos somente aos relatos das pessoas. A m&#250;sica de um capit&#227;o de guarda de Reinado traz na melodia, letras e instrumentos v&#225;rios testemunhos de um passado transmitido pelos anseios e paix&#245;es de seus antecessores. Assim tamb&#233;m &#233; com a quitandeira, com seus ingredientes, temperos e receitas. O mesmo vale para o alfaiate e sua t&#233;cnica minuciosa, para a benzedeira e sua medicina popular, para o carapina e seus instrumentos e conhecimentos sobre a natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engana-se quem pensa que a mem&#243;ria oral &#233; apenas a hist&#243;ria do tempo presente. Ela tamb&#233;m nos leva a um passado de outros s&#233;culos. Com a mesma propriedade da hist&#243;ria imortalizada nos escritos, nos faz compreender o passado para entender a contemporaneidade e vislumbrar o futuro. Ela &#233;, no entanto, carregada de subjetividades, que, por sua vez, s&#227;o um elemento a mais para a curiosidade do pesquisador e n&#227;o merecem ser desprezadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contato com essa forma de observar e analisar criticamente nosso presente pela busca da ancestralidade nos levou a propor o Museu da Oralidade. Uma rede social que se apropria das novas tecnologias acess&#237;veis para pesquisar, difundir e preservar o que a tradi&#231;&#227;o oral nos revela em toda sua complexidade. O museu n&#227;o tem um local em si para acontecer. Est&#225; em todos aqueles lugares j&#225; citados: na rua, nas esquinas, nas ro&#231;as. E qual a raz&#227;o disso tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que o capitalismo nos levou &#224; padroniza&#231;&#227;o e &#224; massifica&#231;&#227;o, sobretudo pelo advento do pensamento fordiano, a cultura entrou para o rol das atividades econ&#244;micas industrializadas. Grandes conglomerados produtores passaram a monopolizar a produ&#231;&#227;o cultural em escala global. Transformaram a m&#250;sica, uma das nossas express&#245;es populares mais antigas, num produto que tem dono. Assim tamb&#233;m foi com o teatro, o cinema, a televis&#227;o. Mediatizou-se as formas de cultura e criou-se um grande sistema de distribui&#231;&#227;o vinculado ao monop&#243;lio industrial. A cultura a que temos acesso no dia-a-dia tem que passar pelo filtro destes conglomerados e &#233; forjada em grandes centros, isolados do nosso cotidiano, que nos dizem o que pensar, como agir, o que vestir. Fez-se um novo tipo de imperialismo, desta vez n&#227;o militar, mas ideol&#243;gico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#201; claro que esta forma de se produzir cultura, vinculada &#224; produ&#231;&#227;o em s&#233;rie e ao lucro, nos distancia da nossa realidade presente e nos faz enxergar o mundo pelos olhos dos outros. Nosso comportamento fica sugestionado por aquilo que querem que pensemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As novas tecnologias de comunica&#231;&#227;o, que tem convergido todas as formas de produ&#231;&#227;o cultural numa &#250;nica ferramenta chamada rede, podem - e devem - servir de contraponto a este monop&#243;lio. Na internet, &#237;cone maior desta revolu&#231;&#227;o que se prop&#245;e, o esp&#237;rito colaborativista e democratizador floresce como resultado da a&#231;&#227;o dos milhares de usu&#225;rios que constr&#243;em um imenso manancial de informa&#231;&#227;o. Estabeleceu-se um campo f&#233;rtil para projetos pessoais e coletivos, que se cruzam formando uma teia de pensamentos e interesses comuns. Permitimo-nos a consolida&#231;&#227;o de conceitos coletivos a partir do trabalho digital de cada um. Rompe-se com a l&#243;gica fordiana de produ&#231;&#227;o em s&#233;rie para se chegar a uma forma de a&#231;&#227;o muito mais pr&#243;xima do artesanal. Temos a chance de enxergar o mundo pelos nossos pr&#243;prios olhos, sem intermedi&#225;rios, e compartilhar nossas vis&#245;es com pessoas semelhantes, formando comunidades criativas e transformadoras baseadas na solidariedade e na colabora&#231;&#227;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim &#233; que se pensa, pois, a raz&#227;o de ser do Museu da Oralidade. Se a tradi&#231;&#227;o oral &#233; recriada pelas subjetividades e interperta&#231;&#245;es de cada um, por que n&#227;o se apropriar das tecnologias convergentes da informa&#231;&#227;o para impulsionar o conhecimento e a recria&#231;&#227;o dessas tradi&#231;&#245;es? A pergunta pode at&#233; soar ut&#243;pica. Mas se a tecnologia est&#225; a&#237; para democratizar a produ&#231;&#227;o cultural e ela ainda n&#227;o tem dono, &#233; hora de pens&#225;-la em prol das utopias. Desafios existem, e sua populariza&#231;&#227;o da rede talvez seja o maior deles. Por&#233;m, os desafios est&#227;o a&#237; para serem superados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querem dominar a rede. O mesmo monop&#243;lio que burocratizou e criou barreiras ao estabelecimento dos produtores culturais independentes quer que as tecnologias se moldem aos modelos de neg&#243;cios sob os quais se consolidaram formas elitistas e reacion&#225;rias de manuten&#231;&#227;o da ordem social e cultural. A colabora&#231;&#227;o e a solidariedade podem, neste mesmo ambiente, quebrar barreiras que tentam se impor e provocar uma revolu&#231;&#227;o no nosso modo de agir, tanto culturalmente quanto economicamente e politicamente. Assim propomos conhecer o passado para entender o presente e construir o futuro. A porta est&#225; aberta, e nela pode entrar quem quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Fotos Sans&#227;o Bogarim e Paulo Morais.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1241365537967462714-4063597747536464889?l=www.viraminas.org.br" height="1" alt="" width="1" /&gt;&lt;/div&gt;</description><pubDate>Fri, 18 Dec 2009 04:04:06 -0300</pubDate><link>http://pontoporponto.org.br/paulodemorais/blog/o-porque-de-um-museu-da-oralidade</link><guid>http://pontoporponto.org.br/paulodemorais/blog/o-porque-de-um-museu-da-oralidade</guid></item><item><title>Confer&#234;ncia Estadual de Cultura em Belo Horizonte</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__0YD1rQ-Nrg/Syeln0WVkjI/AAAAAAAAAZM/7RVJRchL-zI/s1600-h/DSC01170.JPG" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/__0YD1rQ-Nrg/Syeln0WVkjI/AAAAAAAAAZM/7RVJRchL-zI/s400/DSC01170.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Aconteceu na &#250;ltima semana, em Belo Horizonte, a segunda Confer&#234;ncia Estadual de Cultura. Promovida pelo Governo do Estado, a iniciativa &#233; etapa integrante da Confer&#234;ncia Nacional de Cultura, convocada pelo Governo Federal para acontecer em mar&#231;o do ano que vem. Para quem n&#227;o conhece, as confer&#234;ncias servem para elencar uma s&#233;rie de demandas de artistas, produtores, agentes e gestores culturais dos munic&#237;pios mineiros, com vistas a elaborar um plano de a&#231;&#227;o pela administra&#231;&#227;o do Estado e enviar um documento com as propostas de Minas Gerais para ser debatida na etapa nacional de 2010. Este ano, a t&#244;nica da discuss&#227;o correu ao redor do Sistema Nacional de Cultura, que o minist&#233;rio pretende implantar para disciplinar a rela&#231;&#227;o com munic&#237;pios, estados e com a sociedade civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tr&#234;s dias de confer&#234;ncia foram bastante movimentados. De acordo com a organiza&#231;&#227;o, mais de 300 munic&#237;pios enviaram representa&#231;&#227;o a Belo Horizonte. O plen&#225;rio da Assembleia Legislativa, onde aconteceram os debates, foi tomado pelos delegados municipais, que representavam tanto a sociedade civil quanto o poder p&#250;blico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Minist&#233;rio da Cultura dividiu a confer&#234;ncia em cinco eixos de discuss&#227;o. Participamos dos eixos sobre Cultura e Cidade (eixo 2) e sobre Gest&#227;o e Institucionalidade da Cultura (eixo 5). Havia ainda discuss&#245;es sobre Cultura e Desenvolvimento Sustent&#225;vel e Economia da Cultura. Cada grupo se reuniu na quinta-feira durante a tarde para avaliar as propostas encaminhadas pelas confer&#234;ncias municipais, que foram filtradas pela comiss&#227;o organizadora. Esta, por sua vez, foi formada com boa representativade da sociedade civil, o que foi destacado pelos participantes como um ponto positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No eixo 5, cabia aos presentes discutir a rela&#231;&#227;o entre as esferas de governo municipais, estaduais e federal, al&#233;m da participa&#231;&#227;o da sociedade civil nos processos de gest&#227;o compartilhada. O tema d&#225; muito pano pra manga, mas as discuss&#245;es correram, dentro do poss&#237;vel, com uma certa dose de calmaria. Um dos temas mais pol&#234;micos foi o pedido de maior aten&#231;&#227;o pelo governo federal aos munic&#237;pios pequenos, para o apoio &#224; constru&#231;&#227;o de equipamentos culturais. Houve muito debate acerca de privilegiar cidades com menos habitantes e menor renda ou dar prefer&#234;ncia a p&#243;los regionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quest&#227;o &#233;, realmente, pass&#237;vel de muita discuss&#227;o. O que vale mais &#224; pena: investir em cidades-polo que tenham condi&#231;&#245;es de abarcar projetos regionais, servindo outros munic&#237;pios, ou investir em comunidades distantes dos grandes centros? No embate que se seguiu, os munic&#237;pios menores, que tinham maior representa&#231;&#227;o na plen&#225;ria, sa&#237;ram ganhando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro tema que rendeu bastante discuss&#227;o foi o ICMS Cultural, pol&#237;tica de repasse da arrecada&#231;&#227;o estadual para munic&#237;pios que fazem programas de manuten&#231;&#227;o do patrim&#244;nio cultural. Os delegados questionaram a destina&#231;&#227;o destes recursos, que, enviados para o bolo das prefeituras, acabam servindo para outras finalidades, n&#227;o relacionadas &#224; cultura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se questionou sobre o fato de o Instituto Estadual do Patrim&#244;nio Hist&#243;rico e Arquitet&#244;nico (Iepha) n&#227;o cobrar a aplica&#231;&#227;o dos recursos do ICMS em prol da preserva&#231;&#227;o do acervo hist&#243;rico. A mesa lembrou, entretanto, que houve recente mudan&#231;a na legisla&#231;&#227;o propondo, a partir de 2010, que pelo menos 50% deste recurso tenha destina&#231;&#227;o cultural. Questionou-se tamb&#233;m se a obrigatoriedade de vincula&#231;&#227;o do dinheiro a determinado fim seria inconstitucional, pois estaria ferindo a autonomia dos munic&#237;pios. A confer&#234;ncia n&#227;o encerrou este debate, que merece mais discuss&#245;es.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro embate tamb&#233;m levantou os &#226;nimos. O Sistema Nacional de Cultura, que deve come&#231;ar a funcionar nos pr&#243;ximos anos, ir&#225; exigir dos munic&#237;pios a cria&#231;&#227;o de Conselhos Municipais de Cultura. O Iepha, no entanto, j&#225; exige que os mesmos tenham Conselho Municipal de Patrim&#244;nio Cultural para pontuar no ICMS Cultural. A discuss&#227;o girou em torno das cidades que n&#227;o t&#234;m condi&#231;&#245;es de manter dois conselhos. At&#233; que ponto n&#227;o se pode ter um conselho que discuta paralelamente os assuntos da Cultura e do Patrim&#244;nio? A Assembleia ficou dividida sobre o assunto. A tend&#234;ncia, entretanto, &#233; que a exist&#234;ncia dos dois conselhos seja realmente necess&#225;ria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No eixo 2, as discuss&#245;es renderam mais pol&#234;mica. O tema central foi a interioriza&#231;&#227;o da gest&#227;o da cultura no Pa&#237;s. Muito se falou sobre a necessidade de o Minist&#233;rio investir em capacita&#231;&#227;o de gestores no interior. As cidades mais afastadas das capitais tem grande dificulade em criar projetos para capta&#231;&#227;o de recursos e elaborar invent&#225;rios de patrim&#244;nio cultural, tanto material quanto imaterial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os delegados pediram tamb&#233;m mais aten&#231;&#227;o na destina&#231;&#227;o de im&#243;veis abandonados pela Uni&#227;o, sobretudo os da antiga Rede Ferrovi&#225;ria. O problema do patrim&#244;nio ferrovi&#225;rio tornou-se um imenso pepino nas m&#227;os do governo. A legisla&#231;&#227;o prev&#234; a destina&#231;&#227;o para os munic&#237;pios visando o uso cultural, mas, na pr&#225;tica, os processos de transfer&#234;ncia s&#227;o lentos e dependem muito do Minist&#233;rio P&#250;blico. O governo federal carece de mais funcion&#225;rios destinados &#224; quest&#227;o e, embora a legisla&#231;&#227;o atribua uma s&#233;rie de obriga&#231;&#245;es, muito pouco tem sido feito enquanto os pr&#233;dios abandonados v&#227;o desabando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documento final est&#225; sendo consolidado pela organiza&#231;&#227;o da Confer&#234;ncia e esperamos poder reproduzi-lo em breve neste blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1241365537967462714-8561706852387178023?l=www.viraminas.org.br" height="1" alt="" width="1" /&gt;&lt;/div&gt;</description><pubDate>Wed, 16 Dec 2009 04:03:30 -0300</pubDate><link>http://pontoporponto.org.br/paulodemorais/blog/conferencia-estadual-de-cultura-em-belo-horizonte</link><guid>http://pontoporponto.org.br/paulodemorais/blog/conferencia-estadual-de-cultura-em-belo-horizonte</guid></item><item><title>Falem bem... e falem cada vez mais!!</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Luis Felipe Branquinho Vargas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este final de semana fui &#224; missa na igreja do bairro Nossa Senhora Aparecida. Algu&#233;m j&#225; foi &#224; missa nesta igreja? &#201; sensacional, parece que o mundo p&#225;ra do lado de fora. Trata-se de uma igreja aconchegante e simples, onde os fi&#233;is ficam mais pr&#243;ximos uns dos outros, dada sua dimens&#227;o. E, neste ambiente, o convite &#224; estar junto de Deus vem de maneira suave, sem perceber a missa chegou ao final, com o cora&#231;&#227;o e a alma em &#234;xtase. O padre D&#233;cio refor&#231;a o convite e esta condi&#231;&#227;o, pois seu jeito simples e marcante fala bem pr&#243;ximo aos ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.publicidadenaweb.com/images/marketing%20viral.gif" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img src="http://www.publicidadenaweb.com/images/marketing%20viral.gif" border="0" height="226" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sa&#237; de l&#225; &amp;nbsp;pensando a igreja como um atrativo tur&#237;stico. N&#227;o por sua beleza onipotente, ou pelas marcas de algum artista fabuloso que por aqui passou em momentos de busca de inspira&#231;&#227;o pelas bandas de S&#227;o Thom&#233; das Letras &#8211; at&#233; porque se ele tivesse vindo busca-la, n&#227;o seria uma boa pintura, pois deveria estar murcho/vazio de inspira&#231;&#227;o. Mesmo assim a igreja chamou minha aten&#231;&#227;o. Olha que j&#225; estive em outras missas nesta mesma igreja, j&#225; havia sido cansativo, cheia demais, sem encantamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que ser&#225; &amp;nbsp;que mudou? A pintura, as pessoas ao meu redor, a m&#250;sica, o padre? N&#227;o acredito que nada disso tenha interfer&#234;ncia nesta nova percep&#231;&#227;o. Quem mudou fui eu. Mudei minha maneira de ver as coisas, estou menos cr&#237;tico e mais aberto &#224;s coisas ao meu redor.... talvez tenha sido a influ&#234;ncia das conquistas di&#225;rias, a certeza de que o caminho a ser percorrido est&#225; logo a minha frente, pode ter sido a presen&#231;a de um novo membro rec&#233;m nascido na fam&#237;lia, ou mesmo alguns fatos que fizeram com que eu repensasse minha postura... o fato &#233; que mudei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas podem dizer que &#8220;baixar a guarda&#8221; e assumir que se erra &#233; fraqueza... &#8220;...pois que seja fraqueza, ent&#227;o...&#8221; e &#8220;atire a primeira pedra quem nunca errou...&#8221;. Sei que h&#225; v&#225;rias pessoas de bem e de bom posicionamento s&#243;cio-econ&#244;mico que assumem seus erros &#8211; o Gleyser Dentista &#233; um deles, assumiu publicamente seu erro em defender o sr. Braz Pagani na C&#226;mara, se redimiu, e foi elogiado pelos vereadores; outro foi o Papa, Sumo Pont&#237;fice, assumiu os erros da igreja nos tempos do holocausto, &#233; querido por muitos fi&#233;is.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, fico me perguntando: atitudes como estas s&#227;o necess&#225;rias? Atitudes como estas s&#227;o v&#225;lidas? Acredito que sim e mais, devemos buscar nos transformar a cada dia, enxergar novas possibilidades e formas alternativas de se fazer as coisas. A&#237; entra Tr&#234;s Cora&#231;&#245;es. O que podemos fazer diferente? Quais as novas possibilidades para contribuir com seu desenvolvimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo, por exemplo, &#8220;o futuro da na&#231;&#227;o&#8221;, n&#243;s mesmos, jovens profissionais que est&#227;o no mercado de trabalho &#8211; sejam os m&#233;dicos, os pol&#237;ticos, os empres&#225;rios, os catadores de materiais reciclados &#8211; por que h&#225; tanta resist&#234;ncia conosco? Ser&#225; que somos t&#227;o ignorantes, t&#227;o sem experi&#234;ncia, t&#227;o entusiasmados que n&#227;o nos cabe INTEGRAR ATIVAMENTE as tomadas de decis&#245;es? O mesmo para as mudan&#231;as na ordem da cidade, como, por exemplo, utilizar o Gin&#225;sio Pelez&#227;o para o carnaval &#8211; me lembro que quando foi para planejar o Carnaval 2009 muita gente achou um absurdo o baile de carnaval neste gin&#225;sio, conclus&#227;o: foi um sucesso, sem brigas!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adentrando pela &#225;rea do turismo, porque n&#227;o podemos pensar uma Tr&#234;s Cora&#231;&#245;es tur&#237;stica? No in&#237;cio do ano recebemos a visita da gestora e do secret&#225;rio do Circuito Tur&#237;stico Vale Verde e Quedas D&#8217;&#193;gua, que engloba Lavras, Tr&#234;s Pontas, S&#227;o Thom&#233; das Letras, S&#227;o Bento Abade entre outras. Ao entrarem na Igreja Matriz Sagrada Fam&#237;lia pararam... e abriram a boca... &#8220;nunca vi uma igreja assim na regi&#227;o&#8221;, disse a gestora. Aquela fala me deixou pensativo, porque de t&#227;o acostumado em ir &#224; missa nesta igreja, n&#227;o havia reparado nos detalhes de sua arquitetura e pinturas, n&#227;o tinha percebido sua beleza. Olhar com outros olhos nossa cidade, mudar a forma de ver o que a cidade tem para oferecer, perceber o que temos de bom... vale a pena? O que podemos ganhar com isso? Vamos falar bem de Tr&#234;s Cora&#231;&#245;es. Se n&#243;s n&#227;o vemos, tiremos o muro da nossa frente, vejamos com outros olhos. N&#243;s somos capazes disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis Felipe Branquinho Vargas &#233; turism&#243;logo, Especialista em Administra&#231;&#227;o e Organiza&#231;&#227;o de Eventos (SENAC-SP) e Gest&#227;o Mercadol&#243;gica em Turismo e Hotelaria (USP). Diretor de Turismo em Tr&#234;s Cora&#231;&#245;es, s&#243;cio-fundador da Viraminas Associa&#231;&#227;o Cultural. Contato:&amp;nbsp;luis.branquinho@viraminas.org.br.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1241365537967462714-4326662480073850294?l=www.viraminas.org.br" height="1" alt="" width="1" /&gt;&lt;/div&gt;</description><pubDate>Tue, 15 Dec 2009 04:03:18 -0300</pubDate><link>http://pontoporponto.org.br/paulodemorais/blog/falem-bem...-e-falem-cada-vez-mais</link><guid>http://pontoporponto.org.br/paulodemorais/blog/falem-bem...-e-falem-cada-vez-mais</guid></item><item><title>Mem&#243;rias Arquitet&#244;nicas de Tr&#234;s Cora&#231;&#245;es</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__0YD1rQ-Nrg/Sxzpv-mjCxI/AAAAAAAAAVY/5eiNruk3Bok/s1600-h/SN854383.JPG" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/__0YD1rQ-Nrg/Sxzpv-mjCxI/AAAAAAAAAVY/5eiNruk3Bok/s320/SN854383.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__0YD1rQ-Nrg/Sxzp3crnnQI/AAAAAAAAAVg/uidk182OKIA/s1600-h/SN854505.JPG" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/__0YD1rQ-Nrg/Sxzp3crnnQI/AAAAAAAAAVg/uidk182OKIA/s320/SN854505.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__0YD1rQ-Nrg/SxzpoM4nA8I/AAAAAAAAAVQ/rxIHPSVoJFA/s1600-h/SN854378.JPG" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/__0YD1rQ-Nrg/SxzpoM4nA8I/AAAAAAAAAVQ/rxIHPSVoJFA/s320/SN854378.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&#193;lvaro Jatob&#225;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arquitetura e hist&#243;ria est&#227;o intimamente ligadas, sendo arquitetura o reflexo das caracter&#237;sticas socioculturais de um lugar, em uma determinada &#233;poca. Cidades mineiras como Ouro Preto, Tiradentes e Diamantina utilizam este aspecto hist&#243;rico-arquitet&#244;nico preservado em benef&#237;cio do turismo e da cultura, revertendo em renda e qualidade de vida para a pr&#243;pria cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arquitetura hist&#243;rica em Tr&#234;s Cora&#231;&#245;es vem sofrendo constantes perdas, retrato da desvaloriza&#231;&#227;o dos aspectos hist&#243;ricos e da supervaloriza&#231;&#227;o de materiais e formas contempor&#226;neas, o que tem levado a uma descaracteriza&#231;&#227;o da identidade cultural da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta hist&#243;ria escrita com tijolos e argamassa n&#227;o est&#225; resguardada nem mesmo quando protegida por lei ou por tombamento, pois seus propriet&#225;rios, na maioria das vezes, n&#227;o veem com bons olhos tais iniciativas, vendo como empecilho para venda, reformas ou demoli&#231;&#245;es, o que faz em muitos casos com que o im&#243;vel perca valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta realidade &#233; fato em Tr&#234;s Cora&#231;&#245;es onde, em sua maioria, nem as autoridades, nem a popula&#231;&#227;o enxergam a import&#226;ncia est&#233;tica, hist&#243;rica ou econ&#244;mica em tais edifica&#231;&#245;es, o que tem levado a cidade a consumir sua arquitetura hist&#243;rica presente principalmente no centro, em troca de estacionamentos ou novas edifica&#231;&#245;es e tipologias de duvidoso valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As descaracteriza&#231;&#245;es por reformas, pinturas e mais constantes, os letreiros comerciais que desrespeitam os detalhes arquitet&#244;nicos, prezando apenas por an&#250;ncios cada vez maiores e berrantes, s&#227;o alguns fatores comuns de amea&#231;a ao patrim&#244;nio. Estas atitudes geram grande polui&#231;&#227;o visual, prejudicando a ambi&#234;ncia urbana que poderia ser de agrad&#225;vel conv&#237;vio se devidamente valorizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O abandono, a desvaloriza&#231;&#227;o, o desrespeito e o desconhecimento sobre o potencial da arquitetura hist&#243;rica, v&#234;m descaracterizando a identidade cultural presente nestas edifica&#231;&#245;es, bem como de seu conjunto, o que representa uma perda sem retorno a um aspecto rico em cultura e hist&#243;ria. Um reflexo deste desprezo &#233; a escassez de espa&#231;os particulares ou p&#250;blicos de com&#233;rcio, servi&#231;os, cultura ou lazer que proporcionem e valorizem uma integra&#231;&#227;o com a arquitetura hist&#243;rica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fator que normalmente n&#227;o &#233; levado em considera&#231;&#227;o ou mencionado &#233; que a preserva&#231;&#227;o de um pr&#233;dio hist&#243;rico &#233; tamb&#233;m uma atitude ecol&#243;gica, pois a constru&#231;&#227;o de um pr&#233;dio novo gasta muito mais recursos naturais do que a recupera&#231;&#227;o de um j&#225; existente, al&#233;m da grande quantidade de entulho gerada com a sua demoli&#231;&#227;o, que normalmente vai para terrenos vazios, proliferando vetores de doen&#231;as na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A substitui&#231;&#227;o das casas antigas, normalmente constru&#237;das com mais preciosismo, sendo mais resistentes ao tempo quando bem conservadas, vem privilegiando as leis do com&#233;rcio, dos descart&#225;veis, dos modismos passageiros e prejudica a coes&#227;o e a consolida&#231;&#227;o cultural. O esquecimento da hist&#243;ria de um povo gera o empobrecimento cultural, e sem cultura, a popula&#231;&#227;o &#233; facilmente manipulada, pois n&#227;o tem ra&#237;zes, n&#227;o tem base consolidada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Conselho de Patrim&#244;nio Hist&#243;rico e Cultural de Tr&#234;s Cora&#231;&#245;es (CONPAHC-TC) vem motivando e focando neste sentido, devido ao reconhecimento que a arquitetura hist&#243;rica na cidade tem real potencial cultural e vem sendo degradada constantemente, o que determina a urg&#234;ncia de a&#231;&#245;es que estimulem a preserva&#231;&#227;o do patrim&#244;nio hist&#243;rico da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em paralelo ao CONPAHC-TC, foi criado um grupo de estudos, aberto a participa&#231;&#227;o de todos os interessados, sobre o Patrim&#244;nio Hist&#243;rico e Cultural de Tr&#234;s Cora&#231;&#245;es, que vem se reunindo uma vez por semana, aprofundando nas quest&#245;es patrimoniais e auxiliando em projetos e apresenta&#231;&#245;es sobre o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um im&#243;vel protegido por lei de tombamento deveria ter seu valor comercial aumentado, pois o tombamento &#233; o reconhecimento do seu valor hist&#243;rico-cultural, trazendo com isso direitos e deveres. O tombamento n&#227;o quer dizer que nada mais poder&#225; ser feito com aquela edifica&#231;&#227;o. &#201; permitida sua venda, aluguel, reforma ou mudan&#231;a de uso. Por&#233;m dever&#225; existir um maior cuidado nestas a&#231;&#245;es, evitando assim sua descaracteriza&#231;&#227;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&#227;o se prop&#245;e com estas a&#231;&#245;es uma estagna&#231;&#227;o nos estilos passados ou uma parada no tempo, mas sim que os materiais e estilos, contempor&#226;neos e antigos, se fundam e se misturem, por&#233;m com as devidas preven&#231;&#245;es est&#233;ticas, coexistindo em conson&#226;ncia, em harmonia entre o novo e o antigo, com equil&#237;brio ambiental, com sua identidade cultural viva, resultando assim a melhoria da qualidade de vida da popula&#231;&#227;o desta cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#193;lvaro Jatob&#225; &#233; arquiteto e ambientalista, membro do Conselho de Patrim&#244;nio Hist&#243;rico e Cultural de Tr&#234;s Cora&#231;&#245;es e s&#243;cio da Viraminas Associa&#231;&#227;o Cultural.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1241365537967462714-4137182505696283738?l=www.viraminas.org.br" height="1" alt="" width="1" /&gt;&lt;/div&gt;</description><pubDate>Mon, 07 Dec 2009 12:12:55 -0300</pubDate><link>http://pontoporponto.org.br/paulodemorais/blog/memorias-arquitetonicas-de-tres-coracoes</link><guid>http://pontoporponto.org.br/paulodemorais/blog/memorias-arquitetonicas-de-tres-coracoes</guid></item><item><title>Um por todos e todos por alguns milhares</title><description>&lt;div style=""&gt;Madre Tereza de Calcut&#225;&amp;nbsp; tem uma orienta&#231;&#227;o que deveria ser o condutor do modo como agimos no mundo. Ela nos diz que &#8220;o mundo s&#243; tem conserto quando voc&#234; e eu formos MELHORES&#8221;. &#201; uma m&#225;xima que nos remete ao fato de que criar um mundo melhor depende, apenas, de cada um de n&#243;s e, assim, &#233; o resultado das nossas a&#231;&#245;es na sociedade em que vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns podem dizer que falar &#233; f&#225;cil, fazer &#233; que s&#227;o elas. Se falar &#233; mais f&#225;cil do que fazer, ent&#227;o sabemos que h&#225; muitas pessoas s&#243; falando, e isso tem demais. E, quantas pessoas est&#227;o fazendo alguma coisa em Tr&#234;s Cora&#231;&#245;es, que pode ser digno de ressaltar positivamente? In&#250;meras, milhares... seja na &#225;rea da sa&#250;de, na &#225;rea social, na economia, na cultura, no turismo, enfim, as pessoas est&#227;o produzindo por uma cidade para se viver bem, e bem melhor do que somos hoje.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tchelaalbuquerque.com.br/images/stories/tchela%20historico.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img src="http://www.tchelaalbuquerque.com.br/images/stories/tchela%20historico.jpg" border="0" height="137" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=""&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__0YD1rQ-Nrg/Srfp1_pLVvI/AAAAAAAAARE/pncxdvv-Sks/s1600/DSC00312.JPG" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/__0YD1rQ-Nrg/Srfp1_pLVvI/AAAAAAAAARE/pncxdvv-Sks/s200/DSC00312.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Conhe&#231;o algumas iniciativas que est&#227;o se desenvolvendo apreciadas pela popula&#231;&#227;o. Uma delas &#233; o projeto &#8220;Leitura no &#212;nibus&#8221;, do poeta Paulo de Barros (&lt;i&gt;foto 2&lt;/i&gt;), membro da Viraminas Associa&#231;&#227;o Cultural. Este projeto est&#225; em 09 &#244;nibus da empresa Trectur, apresentado em l&#226;minas dispostas nos bancos para que os passageiros possam aproveitar a viagem pela leitura. Estou conhecendo o projeto da prof. Vanja, &#8220;Dan&#231;ando para n&#227;o dan&#231;ar na vida&#8221;, que oferece aulas de dan&#231;a e teatro para artistas que n&#227;o possuem condi&#231;&#245;es de pagar pelas aulas e realiza apresenta&#231;&#245;es em Tr&#234;s Cora&#231;&#245;es e cidades da regi&#227;o. Aprendem, tamb&#233;m, sobre cidadania, cultura, educa&#231;&#227;o, civismo, sobre a forma&#231;&#227;o para a vida. Venho conhecendo os trabalhos de artesanato com artes pl&#225;sticas desenvolvidos nos Projetos Sociais, sob a coordena&#231;&#227;o da artista pl&#225;stica Tchela Albuquerque (&lt;i&gt;foto 1&lt;/i&gt;), onde, al&#233;m do artesanato, s&#227;o ministradas aulas de dan&#231;a, pintura, artesanato, al&#233;m de toda assist&#234;ncia pedag&#243;gica, alimentar, de sa&#250;de e cidadania... Entre outras v&#225;rias que s&#227;o realizadas e, ainda, n&#227;o conhe&#231;o, mas identifico e solicito: apare&#231;am!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quero dizer &#233;&amp;nbsp; que precisamos de um movimento de a&#231;&#227;o em prol do bem, do bem estar, do bem viver, do bem falar, do bem sentir, do bem pelo bem e para o bem. Precisamos divulgar as boas a&#231;&#245;es e as boas pr&#225;ticas que s&#227;o realizadas, porque para falar o contr&#225;rio n&#227;o cabe mais em meio de comunica&#231;&#227;o nenhum. Imagine se pud&#233;ssemos conhecer TODAS as boas a&#231;&#245;es de nossa cidade, pelo menos, para satisfazer o ego e saber que aqui h&#225; boas iniciativas. Talvez possam vir mais parceiros, talvez as pessoas que antes n&#227;o conheciam agora v&#227;o divulgar, talvez h&#225; quem se sensibilize e possa se doar ou doar algo, talvez possamos s&#243; ouvir falar bem de Tr&#234;s Cora&#231;&#245;es.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para aqueles que s&#243; falam, talvez possam se unir aos fazem alguma coisa &#8211; por menor que seja, mas fazem &#8211; e sejam lembrados como parceiros e n&#227;o como inibidores/coibidores. Porque, amigos, gente que puxa para tr&#225;s n&#227;o &#233; gente que merece nossa aten&#231;&#227;o. Ao contr&#225;rio, deve ser simplesmente evitado, desestimulado. H&#225; quem diga que Tr&#234;s Cora&#231;&#245;es &#233; a cidade do j&#225; teve, h&#225; quem diga que aqui n&#227;o tem futuro, que nada dura e logo j&#225; vai fechar, que tem uma cabe&#231;a de burro enterrada. Acredito que a cabe&#231;a de burro est&#225; dentro da cabe&#231;a que v&#234; e pensa que somos in&#250;teis, ou, pouco &#250;teis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At&#233; quando vamos permitir que a falta de a&#231;&#227;o, a supremacia dos ignorantes, o conjunto dos que pensam s&#243; em si pr&#243;prio, a c&#250;pula dos que querem s&#243; levar vantagem indiquem os caminhos que devemos seguir? At&#233; quando vamos baixar nossas cabe&#231;as para pessoas que se acham as tais e que na verdade s&#227;o comuns e n&#227;o passam de uns arrogantes de chap&#233;u sem abas? At&#233; quando Tr&#234;s Cora&#231;&#245;es vai ser uma cidade de pobres coitados esperando que algu&#233;m que fala, fa&#231;a? At&#233; quando vamos deixar de valorizar as pessoas que est&#227;o &#224; luta, construindo a cidade do bem, para valorizar os que simplesmente falam? Ser&#225; que n&#227;o somos todos respons&#225;veis? E, sendo respons&#225;veis, com o que vamos nos responsabilizar? Uma cidade tur&#237;stica &#233; uma cidade boa para sua comunidade viver... E, o que eu quero para a minha cidade? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Luis Felipe Branquinho Vargas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Turism&#243;logo, Especialista em Administra&#231;&#227;o e Organiza&#231;&#227;o de Eventos (SENAC-SP) e Gest&#227;o Mercadol&#243;gica em Turismo e Hotelaria (USP-SP).&lt;br /&gt;Diretor de Turismo em Tr&#234;s Cora&#231;&#245;es, &lt;br /&gt;S&#243;cio fundador da Viraminas Associa&#231;&#227;o Cultural&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:mailto:luis.branquinho@viraminas.org.br"&gt;luis.branquinho@viraminas.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=""&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&amp;nbsp;Cr&#233;ditos das fotos: &lt;a href="http://www.tchelaalbuquerque.com.br/"&gt;www.tchelaalbuquerque.com.br&lt;/a&gt;, www.viraminas.org.br&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1241365537967462714-841576756172905325?l=www.viraminas.org.br" height="1" alt="" width="1" /&gt;&lt;/div&gt;</description><pubDate>Thu, 26 Nov 2009 16:07:58 -0300</pubDate><link>http://pontoporponto.org.br/paulodemorais/blog/um-por-todos-e-todos-por-alguns-milhares</link><guid>http://pontoporponto.org.br/paulodemorais/blog/um-por-todos-e-todos-por-alguns-milhares</guid></item><item><title>Qual &#233; a do Google agora?</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__0YD1rQ-Nrg/Sw1ssfVspaI/AAAAAAAAAU0/2EIsPqJ1g0Q/s1600/chrome.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/__0YD1rQ-Nrg/Sw1ssfVspaI/AAAAAAAAAU0/2EIsPqJ1g0Q/s200/chrome.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Na semana passada, o Google, o gigante &lt;i&gt;cool &lt;/i&gt;da internet, lan&#231;ou na rede a primeira vers&#227;o de testes de seu sistema operacional, o Chrome OS. Anunciada em julho deste ano, a iniciativa de produzir um concorrente para o Windows criou enorme expectativa na comunidade do software livre. Isso porque o Google j&#225; anunciou de cara que o programa ser&#225; baseado no Linux. Muita gente dos blogs de tecnologia comemorou a novidade, profetizando que o sonho da derrubada do monop&#243;lio de Bill Gates pelo sistema livre estaria pr&#243;ximo de virar realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A euforia com o novo sistema, no entanto, come&#231;ou a ruir com o lan&#231;amento da vers&#227;o alfa para os usu&#225;rios. Difundido via torrent (tecnologia livre de transfer&#234;ncia de dados), o ChromiumOS (nome da vers&#227;o preliminar) come&#231;ou a pipocar nos mesmos blogs e as primeiras impress&#245;es n&#227;o foram l&#225; das melhores. Quem imaginou um sistema que possa fazer frente ao Windows ficou decepcionado. E, al&#233;m disso, os primeiros testes despertaram um esp&#237;rito cr&#237;tico em rela&#231;&#227;o &#224; postura do Google para com seus usu&#225;rios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal de contas, o que &#233; o ChromiumOS? Tomado por essa curiosidade, resolvi baixar o torrent e rod&#225;-lo no meu computador. Quem se interessar, pode aprender como fazer &lt;a href="http://usuariocompulsivo.blogspot.com/2009/11/tutorial-de-instalacao-do-google-chrome.html"&gt;neste&lt;/a&gt; tutorial (se n&#227;o tiver alguma experi&#234;ncia, mesmo que pouca, com computadores, n&#227;o fa&#231;a isso em casa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__0YD1rQ-Nrg/Sw1zkcY1R2I/AAAAAAAAAU8/zKha6i13zpk/s1600/chromium.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/__0YD1rQ-Nrg/Sw1zkcY1R2I/AAAAAAAAAU8/zKha6i13zpk/s320/chromium.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O sistema operacional do Google foi pensado para funcionar exclusivamente sob conex&#227;o com a Internet. Foi designado, ainda, para netbooks, os computadores pessoais ultraport&#225;teis, com telas de 8 a 10 polegadas. O pessoal do ChromiumOS pensa neste tipo de m&#225;quina exclusivamente como um portal de entrada para a rede. Assim, quando voc&#234; ligar o computador (&lt;i&gt;imagem acima&lt;/i&gt;), ele j&#225; pede de cara seu login e sua senha de acesso aos servi&#231;os do Google (Gmail, Orkut, Agenda, Maps, Picasa, Blogger, YouTube, Docs, Reader e Grupos).&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__0YD1rQ-Nrg/Sw1zsAB1UVI/AAAAAAAAAVE/19iPgzlqnaw/s1600/chrome2.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/__0YD1rQ-Nrg/Sw1zsAB1UVI/AAAAAAAAAVE/19iPgzlqnaw/s320/chrome2.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, voc&#234; entrou com sua senha? Tem ent&#227;o acesso a todos estes servi&#231;os automaticamente. O sistema n&#227;o tem janelas, menu iniciar, &#237;cones ou coisas que estamos acostumados em nossos tradicionais &lt;i&gt;desktops&lt;/i&gt;. Tem apenas um navegador, que ocupa toda a tela do PC, por onde o usu&#225;rio navega na rede (&lt;i&gt;imagem 2&lt;/i&gt;). Sim, esta &#233; a &#250;nica op&#231;&#227;o a que voc&#234; tem direito: navegar na internet. Tudo o que voc&#234; venha a querer fazer (ler textos, ouvir m&#250;sica, editar v&#237;deos, desenhar, etc), s&#243; poder&#225; ser feito em servi&#231;os oferecidos na internet para tal fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, h&#225; uma l&#243;gica por tr&#225;s disso. Ningu&#233;m vai usar um computador com tela de 9 polegadas para tarefas como editar v&#237;deos, por exemplo. A tend&#234;ncia, e o Google quer refor&#231;ar isso, &#233; de que os ultraport&#225;teis sirvam apenas para o usu&#225;rio checar compromissos, ler e-mail, marcar reuni&#245;es, trocar ideias com amigos on-line. Mas a tend&#234;ncia, com o Google Chrome, &#233; que esta seja a &lt;b&gt;&#250;nica&lt;/b&gt; op&#231;&#227;o. Se voc&#234;, por exemplo, estiver sem conex&#227;o com a internet, seu computador simplesmente n&#227;o vai passar da tela de login. Ficar sem conex&#227;o ser&#225; como ficar sem energia el&#233;trica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#201; a esta filosofia que o Google chama de navega&#231;&#227;o em nuvem. Tudo o que produzirmos n&#227;o ficar&#225; armazenado em nossos computadores, mas sim numa nuvem de informa&#231;&#245;es, a qual acessaremos de qualquer m&#225;quina sempre que precisarmos. E quem ganha com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Google, &#233; claro. A empresa oferece tudo o que se pode imaginar na rede. Pelo conjunto de servi&#231;os que disponibiliza aos usu&#225;rios (relembrando: Gmail, Orkut, Agenda, Maps, Picasa, Blogger, YouTube, Docs, Reader e Grupos), a gigante da rede tem arquivado em seus computadores informa&#231;&#245;es sobre com quem trocamos e-mails, de quem somos amigos, quais nossas prefer&#234;ncias, onde moramos, por onde andamos, quais ideias defendemos, por qual time torcemos, para qual partido votamos, o que gostamos de ler, ouvir, assistir. Com todas essas informa&#231;&#245;es o Google comercializa publicidade direcionada (os famosos links patrocinados). Para os mais cr&#237;ticos, a pr&#225;tica nada mais &#233; do que roubar e vender nossas almas ao sistema capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, n&#227;o vamos chegar a tanto. Mas &#233; no m&#237;nimo muito bizarro pensar que uma empresa distribui um sistema que nos vincula obrigatoriamente a seus servi&#231;os e n&#243;s, voluntariamente, entregamos todos os nossos dados a ela. Por mais que o sistema ser&#225; gratuito e de c&#243;digo aberto, o Google Chrome OS n&#227;o tem nada de puritano. Imagine daqui a algumas d&#233;cadas, caso a filosofia da navega&#231;&#227;o em nuvem vingue. Pense o poder de um empresa que passou quarenta, cinquenta anos catalogando tudo o que 2, 3 ou 4 bilh&#245;es de pessoas registraram da pr&#243;pria vida. Onde vai parar tudo isso?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1241365537967462714-1806319523981766248?l=www.viraminas.org.br" height="1" alt="" width="1" /&gt;&lt;/div&gt;</description><pubDate>Wed, 25 Nov 2009 16:15:52 -0300</pubDate><link>http://pontoporponto.org.br/paulodemorais/blog/qual-e-a-do-google-agora</link><guid>http://pontoporponto.org.br/paulodemorais/blog/qual-e-a-do-google-agora</guid></item><item><title>Este fim de semana: Sarau Viramundo</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__0YD1rQ-Nrg/SvoTP6wewAI/AAAAAAAAAUU/zmKb_42AEyM/s1600-h/cartazsarau.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/__0YD1rQ-Nrg/SvoTP6wewAI/AAAAAAAAAUU/zmKb_42AEyM/s400/cartazsarau.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1241365537967462714-5897091352805326711?l=www.viraminas.org.br" height="1" width="1" /&gt;&lt;/div&gt;</description><pubDate>Wed, 11 Nov 2009 00:13:02 -0300</pubDate><link>http://pontoporponto.org.br/paulodemorais/blog/este-fim-de-semana-sarau-viramundo</link><guid>http://pontoporponto.org.br/paulodemorais/blog/este-fim-de-semana-sarau-viramundo</guid></item></channel></rss>