A partir da apresentação de mais de 20 pesquisas acadêmicas, no seminário Programa Cultura Viva e Pontos de Cultura – Novos objetos de estudo, organizado pela Secretaria de Cidadania Cultural/MinC e a Fundação Casa de Rui Barbosa, entre os dias 15 e 16 de outubro de 2009, no Rio de Janeiro (RJ), este grupo de pesquisadores realizou uma reflexão densa sobre a dinâmica atual da política cultural brasileira na reunião de estudos e pesquisas sobre o Programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura.

Para dar continuidade a esse diálogo, o grupo avaliou a necessidade da utilização da internet como espaço de encontro para a troca, o aprendizado, o fomento à pesquisa e o aprofundamento dos estudos de forma coletiva e colaborativa.

Para tanto, foi sugerida a utilização da Rede Social Virtual Ponto por Ponto (www.pontoporponto.org), onde foi criada esta comunidade - Pesquisador@s do Cultura Viva - para estimular a interação de forma continuada.


Quem participa dessa comunidade?
A comunidade Pesquisador@s do Cultura Viva foi criada de forma livre e aberta não apenas aos pesquisadores, mas também a todas as pessoas interessadas neste debate.

A adesão de um integrante à comunidade é livre, assim como a postagem de conteúdos que sejam relacionados à temática trabalhada e discutida aqui. No entanto, este formato pode ser alterado se houver preferência do grupo.

Além de chats e fóruns, a comunidade pode reunir as pesquisas digitalizadas, arquivos diversos, documentos, imagens e vídeos. A contribuição de cada pessoa é fundamental para garantir dinamismo na rede: você pode postar comentários, consultas, estudos, dados, leituras e trabalhos realizados. O formato colaborativo e livre deste espaço permite também a proposição e a construção de novos debates.

Veja o passo-a-passo para fazer as suas publicações na comunidade.

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Do-in antropológico nas Universidades
O seminário Programa Cultura Viva e Pontos de Cultura – Novos objetos de estudo contou com a participação de pesquisadores de Universidades de todas as regiões brasileiras, Pontos de Cultura e instituições como Ipea, Fundação Joaquim Nabuco, Capes/CNPQ, Instituto Pólis, SESC-SP e Observatório da Diversidade Cultural. Também estiveram no evento representantes de cursos universitários, programas de extensão e Universidades, como o curso de especialização em economia da cultura da UFRGS, a Escola de Comunicação da UFRJ e o Laboratório de Ações Culturais da UFF.

No seminário, foram apresentados trabalhos acadêmicos realizados de Pelotas a Belém, passando por diversos lugares do sudeste e nordeste. A diversidade de áreas do conhecimento, abordados nesses estudos, revelou o potencial intertransdiciplinar do programa Cultura Viva ao reunir estudos nas mais diversas áreas: ciências sociais, geografia, serviço social, educação, administração pública, comunicação e artes, turismo, dentre outras.

Foram reunidos estudos de caso, análises da política cultural brasileira e abordagens sobre desenvolvimento local, que trabalharam com as questões da territorialidade, do trabalho audiovisual, do acesso à cultura e da fruição da cultura digital. Essas temáticas e outras reflexões reforçam a necessidade da construção de novos paradigmas que permitam a apreensão da complexidade da cultura e das políticas culturais na contemporaneidade.

No início do Seminário, o Ipea apresentou a 2ª avaliação do programa Cultura Viva com dados coletados em 385 Pontos de Cultura conveniados até 2007. A pesquisa foi organizada em quatro partes: desenho conceitual, pesquisa avaliativa, resultado do questionário e síntese.

Ao final do encontro, os pesquisadores se reuniram e apontaram perspectivas de continuidade desta reflexão conjunta e da troca de saberes. Algumas propostas surgiram nessa reunião. Entre elas estão:

  • a criação de uma revista eletrônica;
  • a realização de um outro seminário de pesquisas na Teia 2010 com a participação de Pontos de Cultura e demais interessados;
  • a participação dos pesquisadores em Congressos e Encontros Acadêmicos;
  • a realização de iniciativas de formação em cursos de extensão junto às Universidades;
  • a formação com Pontos de Cultura para o exercício da sistematização de suas experiências.


Mas uma coisa é certa: é preciso que esses estudos ultrapassem as prateleiras das Universidades e contribuam efetivamente para o êxito do Programa Cultura Viva, para a sustentabilidade dos Pontos de Cultura e a continuidade da Política Cultural brasileira.

Sobre a rede social Ponto por Ponto
Reúne Pontos de Cultura, instituições e pessoas interessadas na constituição de uma comunicação compartilhada, colaborativa e democrática que permeia o interesse e o trabalho desses grupos sobre diversas temáticas.

Desenvolvida em software livre - plataforma Noosfero – com a intenção de contribuir com o aprimoramento técnico de projetos colaborativos, é uma iniciativa do Pontão de Cultura Instituto Paulo Freire, em parceria com o Ministério da Cultura.

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